A Ilha de Bowen, por César Mallorquí

a ilha de bowen
Samuel Durango voltou para a Espanha com o objetivo de ficar na sua terra natal. Depois de uma vida inteira na França, achou que seria melhor arrumar um emprego em Madrid e de lá não sair. Mal sabia ele que ao se candidatar à vaga na SIGMA ele estaria entrando na maior aventura de sua vida. Na instituição – que fazia expedições navais para explorar lugares diferentes em prol do conhecimento geográfico -, Samuel conheceu o professor Ulisses Zarco, um homem de gênio difícil e personalidade forte, extremamente inteligente e esperto. No mesmo dia da entrevista de emprego, surgiram no palacete duas damas: Lady Elisabeth Faraday e sua filha, Katherine Foggart. E elas tinham uma missão impossível para Zarco e sua equipe.

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O marido de Lisa havia saído em expedição meses antes. Depois de muito tempo sem notícias, recebera do marido uma encomenda e uma carta, avisando que estava bem e voltaria dentro de um mês. Porém, antes de ir para a expedição, havia deixado com a esposa um fragmento metálico e dito a ela que, caso ele não desse notícias, deveria pedir ajuda à Ulisses Zarco, mostrando o material que seria de seu interesse. O fragmento metálico era uma das relíquias de Bowen; titânio puro, encontrado na cripta de São Bowen, monge celta do século X. Depois da insistência de Lisa, Ulisses Zarco então iniciou a mais louca de suas aventuras pelos mares, em busca da origem do metal impossível. Com a ajuda de Samuel, Adrián, Elisabeth e Katherine, a tripulação do Saint Michel partiu para o norte do oceano sem data para retornar.

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Você pode imaginar tudo isso em um único livro, se passando em 1920? SIM, 1920. É um livro de mistério e aventura de 1920. E mais: FICÇÃO CIENTÍFICA. É isso mesmo que você leu. Parece impossível um livro que aborde essas três temáticas – pra não mencionar um romancezinho – de forma tão magistral como faz o espanhol César Mallorquí. Devo parabenizar também a tradutora Catarina Meloni, que fez um trabalho incrível e manteve a essência ÚNICA desse livro fascinante. Não tenho palavras para descrever a aventura que foi ler A Ilha de Bowen. Sou apaixonada por livros de época e por livros de ficção científica, quando os dois se unem, então…

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Os personagens são extremamente cativantes. Todos possuem personalidades muito diferentes e eu confesso que apesar de achar Elisabeth uma diva feminista maravilhosa, ela me irritou um pouco em alguns momentos – era teimosa demais. Mas extremamente inteligente. Ri todas as vezes em que ela deu um nó em Zarco. A história é extremamente bem ambientada e as descrições são incríveis e coerentes. Enxerguei cada descoberta da expedição do Saint Michel e pude me sentir dentro da história. A inserção da parte extremamente tecnológica é feita com uma sutileza ímpar. E acho que eu não tinha como amar mais (além da coisa da Espanha e tudo mais): Arthur Conan Doyle é citado o livro INTEIRO. Eu me senti tão dentro da história com isso. E tem mais: nosso bom e velho amigo Capitão Nemo também dá um alô na história. Sim, o autor é fã de Jules Verne! Li “20 Mil Léguas Submarinas” quando eu era nova em uma edição infantil, mas depois desse livro fiquei doida para ler novamente na edição original! A diagramação é fantástica, a capa é linda e dentro do livro temos em várias páginas mapas que mostram o caminho que o Saint Michel vai seguindo em sua expedição. Esse livro com certeza se tornou um dos meus favoritos de todos os tempos. Obrigada, Editora Biruta! Amo vocês!

a ilha de bowen

Título Original: La Isla de Bowen | Editora: Biruta | Ano: ESP: 2012 BRA: 2014 | Páginas: 523 | ISBN: 9788578481407 | Gênero: Mistério/Ficção Científica | Compre o livro:

Em: 31.07.2015
Postado por: Isabelle


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Em: 27.07.2015
Postado por: Isabelle


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