Sherlock Holmes e suas versões

Quem acompanha o blog sabe que eu sou uma Sherlockian (ou Holmesian, segundo os britânicos) de carteirinha. Sou enlouquecida pelas histórias do detetive e não me canso de ler elas. Pra quem não o conhece – desculpa falar assim mas, pessoa que não o conhece, em que UNIVERSO você vive? Anyway… -, ele é o maior detetive de todos os tempos, suas aventuras ao lado de seu fiel escudeiro Watson foram um sucesso tremendo no século XIX e sua fama perdura até hoje, cada dia conquistando o coração de mais fãs da literatura policial. Seus 56 contos e 4 romances se tornaram grande inspiração para muitas produções televisivas e cinematográficas, e vou falar sobre as mais recentes para vocês.

Sherlock
Steven Moffat e Mark Gatiss sempre foram fãs do detetive e acreditavam que as adaptações cinematográficas que vinham sendo feitas eram “extremamente reverentes e lentas” e que tinham como objetivo serem tão irreverentes ao cânone como os filmes dos anos 1930 e 1940 com Basil Rathbone. Com o apoio da produtora Sue Vertue e contratando Steve Thompson para escrever, a série começou a ser produzida em 2009 pela BBC de Londres. Sherlock é a versão moderna do detetive de Arthur Conan Doyle, onde o detetive resolve os casos com a mesma perspicaz de sempre, mas tem um iPhone e lida com problemas atuais. Seu inimigo continua sendo Moriarty e Watson continua tendo acabado de voltar do serviço militar no Afeganistão. A interpretação de Benedict Cumberbatch é fenomenal. Martin Freeman não fica pra trás, vivenciando um incrível Watson. Lara Pulver me incomoda no papel de Irene Adler, creio que ela não conseguiu trazer à tona a Femme Fatale que é Irene, “A Mulher”, nas palavras do próprio Holmes. A série tem um formato diferente, possuindo três episódios de 60 minutos de duração por temporada. As histórias são inspiradas nos contos e romances originais. Sou apaixonada pela série, mas não sei se gosto muito da ideia da modernidade, apesar de ser inovadora. Os episódios são extremamente bem escritos. Se você nunca assistiu, não sabe o que está perdendo!

Sherlock Holmes
Guy Ritchie deu à Robert Downey Jr. uma difícil missão: interpretar com maestria o grande detetive. Apesar de muitos fãs não aprovarem essa adaptação, meu sentimento é completamente o oposto. Para mim, Downey fez a melhor adaptação de Holmes dos últimos anos. Ele conseguiu trazer à tona o lado irônico que o detetive sempre possuiu, que mantinha em subtextos nas narrativas feitas por Watson. Por falar nele, Jude Law conseguiu livrar a imagem de décadas que deram ao médico: o de baixinho e acima do peso. Robert e Jude tem uma química incrível. Sem contar que a atriz escalada para o papel de Irene Adler foi Rachel McAdams, e eu não consegui ver uma Adler mais perfeita do que ela. O primeiro filme estreou em 2009 com um roteiro próprio, e o segundo em 2011 (A Game of Shadows), inspirado no conto “O Problema Final”. Um terceiro filme está programado para lançar em 2015. A produção de ambos os filmes que são sucesso de bilheteria (inclusive o primeiro rendeu um Globo de Ouro de melhor ator à Robert) é estrondosa. Nunca leu um conto do Holmes? Assista aos filmes. Principalmente o primeiro. É impossível não se apaixonar.

Elementary
Elementar, meu caro Watson. Diferentemente do que você pensa, essa frase nunca foi dita por Holmes. Em nenhum conto ou romance. Ela teve origem na primeira adaptação de Holmes, nos anos 30. Mas de qualquer forma, ela deu origem a esta inusitada série inspirada no detetive. Elementary me agrada, a série tem um formato semelhante ao de Castle (série de investigação de maior sucesso da TV norte-americana). Mas ela só foi inspirada em Holmes tipo… no nome. Porque a série se passa em Nova Iorque nos dias de hoje. E Holmes na série é um ex-consultor drogado da Scotland Yard (Há. Há. Há. Nunca na vida que Holmes ia se sujeitar a ser consultor da SY). Eu mencionei que Watson é uma mulher? Uma médica que perdeu a licença há três anos porque um paciente morreu. Acho a ideia de inserir uma mulher no mundo Holmesiano muito bacana, mas eu não gostei de terem adaptado desta maneira. Prefiro o bom e velho John Watson. A série é bem produzida, faz sucesso e é boa de se assistir; mas não é exatamente Sherlock Holmes. Assista como uma série de investigação e se divirta com Jonny Lee Miller no papel do detetive.

Logicamente existem inúmeras adaptações, mas eu preferi falar sobre as mais recentes porque o post já está gigante, imagina falando de todas? HAHAH. Outro dia eu faço um post falando sobre os livros que eu tenho do detetive!

Espero que tenham gostado, me contem se vocês acompanham alguma das adaptações!

Em: 27.07.2014
Postado por: Isabelle


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Menina de Vinte, por Sophie Kinsella

Título Original: Twenties Girl
Editora: Record
Ano: 2010
Páginas: 496
ISBN: 9788501084927
Gênero: Chick-lit
Como consegui o livro: Ganhei da minha irmã
Compre o livro:

Lara Lington, uma caça-talentos quase no fundo do poço, havia achado um saco ir no enterro da sua tia-avó (que ela nem conhecia direito), Sadie. Mas o que ela não esperava, era que o espírito de Sadie – na sua mais saudável versão, aos 23 anos – fosse assombrá-la! Sendo a única a enxergar o fantasma no enterro, todos pensaram que ela estava falando sozinha e ficando louca. A única coisa que Sadie queria era seu incrível colar de libélula que havia desaparecido, e então, Lara inicia uma busca incansável pelo tal colar e pela libertação do fantasma irritante. Para impedir que prosseguissem com o enterro, inventou que Sadie havia sido assassinada, causando um problemão com a polícia.

menina de vinte sophie kinsella
Como se já não bastasse sua empresa estar indo por água abaixo porque sua melhor amiga e sócia irresponsável havia fugido para Goa com seu novo namorado, ela foi forçada por Sadie à sair com um cara que ela nunca viu na vida – vestindo roupas dos anos 20 –, só porque sua tia-avó morta queria ter uma última dança com alguém bonito – mais um último pedido. Ed Harrington (ou Sr. Bronco Americano, como Lara o chamava), um empresário americano que vivia há cinco meses em Londres, não tinha o mínimo interesse em conhecer a cidade, e Lara achou isso um absurdo, obviamente! Quem não quer conhecer uma das cidades mais incríveis do mundo?

menina de vinte sophie kinsella
Apesar de todos os problemas que Sadie lhe causou, todo esse tempo de convivência ensinou às duas muitas coisas, principalmente o verdadeiro significado de amizade.
Eu tive incansáveis crises de riso com esse livro. Sophie Kinsella está INCRÍVEL, e a história é genial. Lara é muito engraçada, e Sadie com toda a sua ousadia também é super divertida. A coitada da Lara passa por tantos perrengues que chega uma hora que você fica com pena dela. Se você tem um dia inteiro livre, você consegue ler em um dia só, por mais que tenha quase 500 páginas.

menina de vinte sophie kinsella
Fiquei me perguntando antes de começar a ler o porquê de se chamar Menina de Vinte. Ao iniciar a leitura, descobri que Lara tinha 27 anos, e achava que era por isso. Mas eu estava redondamente enganada, e quando eu descobri, achei o máximo! O livro é extremamente envolvente e você não consegue parar de ler. Sem dúvidas um dos melhores de Sophie!

menina de vinte sophie kinsella
A diagramação é a mesma de todos os outros livros dela e a capa segue o mesmo padrão das capas brasileiras que eu acho incríveis.

Em: 23.07.2014
Postado por: Isabelle


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